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Mais de 400 mil atendimentos já foram prestados pela Força Estadual de Saúde do Maranhão

07 de fevereiro de 2017

 

Profissionais da Fesma durante atendimento das irmãs Raimunda e Elizabeth Ferreira, pacientes no município de Brejo de Areia. Foto: Divulgação

Profissionais da Fesma durante atendimento das irmãs Raimunda e Elizabeth Ferreira, pacientes no município de Brejo de Areia. Foto: Divulgação

A Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma), programa do Governo do Estado que integra o Plano “Mais IDH”, já realizou 427 atendimentos em 10 meses de atuação nos 30 municípios de menor IDH. Além de atendimentos, os 120 profissionais de saúde que residem nessas cidades estão levando assistência e dignidade às populações mais vulneráveis.

Nesta semana, a aposentada Raimunda Ferreira foi uma das pacientes que recebeu os cuidados da Fesma em sua casa. Aos 80 anos, a moradora de Brejo de Areia, município localizado na região Oeste maranhense, há 350 quilômetros de São Luís, tem hipertensão e uma insuficiência cardíaca popularmente conhecida de Coração Grande.

Carliane Costa, enfermeira da Fesma, contou que o acompanhamento na residência é frequente, pois além da dona Raimunda, sua irmã, Elizabeth, conhecida pela comunidade por dona Rainha, foi diagnosticada pela equipe com hipertensão. “Dentro do nosso cronograma de visitas está à residência das nossas ‘rainhas’, como chamamos carinhosamente. Dona Raimunda tem seguido cuidadosamente nossas recomendações, e toma a medicação no horário certo. O interessante é que ela não dorme enquanto não chega a hora de tomar a medicação”, revelou a enfermeira Carliane.

Carliane Costa, enfermeira da Fesma, ao lado das suas “Rainhas”, como são chamadas carinhosamente pela população de Brejo de Areia. Foto: Divulgação

Carliane Costa, enfermeira da Fesma, ao lado das suas “Rainhas”, como são chamadas carinhosamente pela população de Brejo de Areia. Foto: Divulgação

A médica da equipe de Brejo de Areia, Denise dos Santos, disse que quase todas as moradoras da residência têm problemas de hipertensão ou diabetes. “Como essas são doenças hereditárias, as filhas das nossas pacientes Raimunda e Elizabeth também tem hipertensão e/ou diabetes. Por isso estamos sempre vindo aqui para verificar se elas estão tomando as medicações corretamente, orientando sobre a importância de fazer uma atividade física, como a caminhada, e de seguirem uma alimentação saudável”, explicou a médica.

Dona Elisabeth, mais conhecida como dona Rainha, mostrando seu artesanato de fuxico. Aos 90 anos a visão da aposentada ainda é apurada, permitindo fazer o artesanato sem dificuldades. Foto: Divulgação.

Dona Elisabeth, mais conhecida como dona Rainha, mostrando seu artesanato de fuxico. Aos 90 anos a visão da aposentada ainda é apurada, permitindo fazer o artesanato sem dificuldades. Foto: Divulgação.

  Mesmo aos 90 anos, dona Elizabeth faz tapetes de fuxico, com pequenos retalhos de tecido. “Ela fica sentadinha no chão fazendo os fuxicos. E mesmo com a idade avançada, tem uma excelente visão. Coloca a linha na agulha sem dificuldades. Na verdade, o artesanato é uma terapia, já que ela não vende os tapetes. Cada uma de nós ganhou um mimo da nossa rainha. É gratificante receber esse carinho dos pacientes, na verdade, é a maior recompensa que nosso trabalho nos trás. Levaremos no coração para o resto de nossas vidas”, destacou com emoção a enfermeira Carliane Costa.

O secretário de Estado Extraordinário de Articulação das Políticas Públicas, Marcos Pacheco, explicou a importância do método de trabalho da Fesma e classificou como essencial para a obtenção dos resultados, com a integração dos profissionais do município e da Fesma na realização dos trabalhos.

 “Sabemos que o profissional de saúde precisa atender a todos. Porém, é necessário identificar e acompanhar uma parcela da comunidade que é mais vulnerável. As equipes colocam o nome e endereço do paciente no caderno, com as anotações de cada consulta. Fazer isso não é nenhuma novidade, mas muitos estão esquecendo que a equidade – cuidar primeiro dos que mais precisam, é um dos princípios básicos do SUS solidário que precisamos por em prática, sempre”, finalizou Marcos Pacheco.

O método de trabalho do programa é chamado de parametrização assistencial, que é um mapeamento de risco dos grupos populacionais mais propensos a complicações de saúde e possíveis óbitos. O foco principal do governo, em parceria com os municípios, é a diminuição da mortalidade infantil (crianças de zero a um ano de idade), da mortalidade materna (óbitos relacionados ao parto), das internações por complicações do diabetes e hipertensão, e a identificação e o tratamento da hanseníase, com resultados em curto e médio prazo.

 

Dona Elisabeth, mais conhecida como dona Rainha, mostrando seu artesanato de fuxico. Aos 90 anos a visão da aposentada ainda é apurada, permitindo fazer o artesanato sem dificuldades. Foto: Divulgação

Dona Elisabeth, mais conhecida como dona Rainha, mostrando seu artesanato de fuxico. Aos 90 anos a visão da aposentada ainda é apurada, permitindo fazer o artesanato sem dificuldades. Foto: Divulgação

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